Tetos no varejo: sob que céu iremos colocar nossos clientes?

Tetos no varejo: sob que céu iremos colocar nossos clientes?

Não me canso de exaltar a qualidade de designers que temos mundo afora quando falamos em ponto de venda. A cada dia que passa observamos obras de artes sendo criadas em prol de marcas e produtos as quais são inegáveis os talentos que as conceberam. Sabemos que o ser humano por instinto ao adentrar em uma loja olha para pontos bem específicos do ponto de vista da sua busca consciente, ou seja, da busca pela marca e exposição de produtos.

No campo da subconsciência o consumidor observa pontos que estão ligados aos instintos mais primitivos como segurança.

No que tange à segurança alguns pontos são chaves como pilares de sustentação: piso e teto.

E é neste sentido que vemos o nascer um novo padrão de lojas, escritório, centros de convenções, dentre outros, que utilizam o teto com maestria. Elevando à potência de formador conceitual de uma marca aquilo que antes era apenas estrutural.O olhar para cima hoje é se encantar, é entender uma comunicação, é ter um sentimento que estamos sob um céu de arte.

O teto pensado como elemento definitivo com diferencial não é algo essencialmente novo, porém nos últimos anos ele vem sendo quase que ponto de partida da arquitetura.  O grande arquiteto Oscar Neymeyer, que dispensa qualquer tipo de comentários, fez do teto do Senado Federal uma das suas mais belas criações, assim como na Sede do Partido Comunista em Paris. O que mostra que desde sempre mentes diferenciadas sabiam como ninguém nos encantar ao nos deleitarmos com um simples olhar para cima.

Que essa técnica não é nova bem sabemos, basta pensarmos nos belíssimos afrescos da Renascença.

Mas cuidado, em pontos comerciais a estrela maior é o produto.

O que temos de novo é vermos lojistas, varejistas mundo afora investindo em pontos que até uma década atrás nada tinham de importância, onde uma das mais nobres funções era de trabalhar iluminação direcionada.

Esta interferência estética trás aos espaços leveza e identidade e marca a categoria do estabelecimento com o quê com certeza chegamos ao objetivo que tanto buscamos que é ser inesquecível.

E mais notável é ver que esta técnica não está à serviço de um único tipo setor, aliás é bem interessante ver que ela não nasceu do mundo fashion e depois se disseminou, muito pelo contrário: os grandes hipermercados foram um dos precursores deste movimento arquitetônico.

E hoje difícil é pensar em uma loja, sem imaginar: sob que céu iremos colocar nossos clientes?

Em pensamento racional podemos ver a força intrínseca nesta frase, afinal temos o céu como ponto de localização planetária e como grande protetor. Sendo assim, nunca mais pense sua loja sem colocar o teto como pauta indiscutível de diferencial de sua marca.

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