Vitrina: a comunicação do "possível" Patrícia Rodrigues
O que coloca a vitrina na condição do possível é sua instantaneidade e proximidade física entre o consumidor e o produto. Vamos entender melhor esta questão.
Quando estamos expostos as outras mídias como: TV, revista, outdoor, etc. estamos na posição de espectadores passivos de uma campanha, ou seja, o produto não é algo tangível.
Veja bem, estas mídias são essenciais para compor em nossa mente fragmentos conceituais e o início do despertar do desejo, fazendo com que se inicie um ciclo de produto que vai terminar no ato da compra.
Neste ciclo o papel da vitrina é fundamental, pois ela é ultimo passo para a compra em si, pois é somente neste momento que todas as ações de mídias, ou seja, os fragmentos se juntam e tornam o produto em algo tangível.
Aquele óculos do qual o consumidor foi bombardeado de ações múltiplas agora esta diante dos olhos e remeta a uma ação para prová-lo, tocá-lo ou apenas observá-lo e ver se realmente corresponde as suas expectativas.
Campanha Ray Ban – Never Hide
Ação promocional Ray Ban.
É neste momento que falamos que a vitrina é a ferramenta do possível. Ela está ali acessível. Agora é possível interagir com o tal óculos.
Vitrina Ray Ban – Vitrina&Cia
Então esta vitrina faz com que um ciclo do produto se feche, colocando o cliente frente a frente com o produto que até o momento era apenas um desejo, agora ele pode ser saciado diante da exposição do produto.
Aquela maquiagem que tanto se viu na mídia, que compõe os editorias da revistas, está agora na sua frente, separada de sua experimentação apenas por um simples vidro.
Shiseido
O que coloca a vitrina e o Visual Merchandising como um todo em posição essencial nas ações de comunicação, tornando as ações de PDV indispensáveis para a conclusão da estratégia global, que teve início na pesquisa e desenvolvimento do produto em si.
O IPhone dos seus sonhos e todos seus aplicativos ali bem diante dos seus olhos.
Apple Store
Quando falamos no possível, colocamos todas as demais mídias na posição do essencial e a vitrina no conclusivo, parte integrante de uma campanha e não algo isolado.