O efeito chicote na produção e logística das vitrinas
Patrícia Rodrigues
Primeiramente temos que entender o que é efeito chicote:
...O efeito chicote é um fenômeno que produz impacto negativo sobre a regularidade e a estabilidade dos pedidos recebidos numa cadeia de abastecimento.
A variação na demanda aumenta conforme aumenta a distância do consumidor final, e pequenas mudanças na demanda deste consumidor podem resultar em grandes variações em pedidos colocados ao longo da cadeia. Conseqüentemente, pode-se ter grandes oscilações conforme cada empresa na cadeia procura resolver o problema desde seu ponto de vista. Este fenômeno pode ser observado na maioria das indústrias, e resulta em custos mais altos e redução no nível de serviço.
Vamos agora colocar esta situação no nosso cotidiano de Visual Merchandising e para tanto usaremos uma linguagem mais simples e criar uma situação hipotética, onde tenho certeza que muitas empresas e muitos profissionais de VM irão se identificar.
Efeito chicote em Visual Merchandising
Quando temos todas as etapas que inclui da criação a aprovação do projeto com um curto prazo para a entrega nas lojas.
O curto prazo é um elemento perturbador da cadeia "prevista", podendo causar um efeito chicote como transtornos por falta de tempo para teste, custos altos, falta de bom acabamento, alto custo de logística, entre outros. Em via de regra é uma bomba de efeito retardado que normalmente estoura nas mãos dos fornecedores e montadores.
Será que alguém já vivenciou algo parecido?
Logicamente que sim, principalmente os profissionais que dependemos das aprovações dos clientes. O que talvez não houvéssemos pensado é sobre esta classificação para este episódio comum. Encontrei o termo "Efeito Chicote" fazendo pesquisas no universo da administração e da logística. Tal termo resume de maneira sintética alguns dos nossos problemas de produção.
É um conceito pensado no movimento de um chicote que quanto maior o espaço e seu impulso maior será seu estalo na ponta.
Todo projeto de VM, assim como qualquer projeto que possui etapas com prazos e metas, possui uma linha temporal aparentemente estável como no gráfico a seguir:
Que ótimo se fosse sempre assim, sempre linear, previsível, estável. Mas isto está mais para utopia do que para uma situação real. Na prática, e segundo a "lei de Murphy", os eventos possuem certa dose de caos.
O problema não está nos possíveis eventos caóticos, pois eles são uma realidade das quais temos que assumir, mas sim como vamos tomar medidas preventivas para diminuir riscos e contornar eventualidades. Este é o know-how em projetos de Visual Merchandising, que certamente não pretendo apresentar aqui por razões óbvias.
Mas o que devemos ter em mente, é que cada empresa, cliente, fornecedor, parceiros, equipe, são constituídas por seres humanos passíveis de cometer erros, e principalmente, cada empresa possui suas regras e métodos, assim como os fornecedores que elas contratam.
Um bom entendimento destas relações entre métodos é o primeiro passo para evitar o temido efeito chicote. Os outros passos essenciais, são técnicos e possuem certa complexidade que não são o objetivo deste artigo e pretendo apresentar ao longo das atualizações deste site.