Materialização de conceito é uma frase de fácil entendimento, mas entendê-la na essência do Visual Merchandising é transportá-la para o universo do tridimensional.
Materializar conceitos em VM é dar vida as estratégias comerciais e de comunicação, assim como interpretar e transformar os estilos das marcas.
Em palavras simples é fazer com que seu público compreenda em segundos tudo que a empresa quer passar aos clientes no ponto de venda, tanto internamente (indoor) como externamente (nas vitrinas).
Esta etapa requer uma grande habilidade de síntese e domínio de técnicas cenográficas.
Um bom exemplo para análise é o caso da Ka De We de Berlim, talvez a loja mais antiga de departamento que se conheça, onde foi materializado todo um conceito do mundo marroquino desde as vitrinas até indoor da loja.
Ka De We – Marrocos
Ka De We - Marrocos
Ka De We – Marrocos
Ka De We – Marrocos
Ka De We - Marrocos
O mesmo estudo pode ser feito nas vitrinas da Hermès do Faubourg Saint Honoré que provocaram suspiros por serem verdadeiras obras de arte. A responsável por essas incríveis decorações é uma artista Tunisiana, Leila Menchari. A cada início de estação, quatro vezes ao ano, um artista cria cenários de puro luxo!
Orient-Hermès: Viagens de Leila Menchari
Orient-Hermès: Viagens de Leila Menchari
Mas para um entendimento mas simples vamos analisar um case aplicado pela Vitrina&Cia para Safilo – Dior.
Briefing : Dia das mães – Nostalgia
As imagens acima serviram como a base de criação, levando em conta o “cuidar” das mães que habita em nossas memórias.
Abaixo segue a vitrina com o conceito materializado.
Vitrina&Cia – Dior
Mas nem sempre existe a necessidade de criação de elementos cênicos para materialização de um conceito, em muitos casos, basta trabalhar a produção e distribuição de maneira correta e assim "conceitualizar" a partir do próprio estilo inserido na produção dos produtos.
Stradivarius
Esta composição de visual merchandising executada pela rede Stardivarius é de fácil assimilação de todo o conceito da empresa sem nenhuma interferência cenográfica, apenas através de produção de moda e distribuição dos manequins. Um jeansweare bem descontraído e jovial.
A mesma percepção podemos ter nas manequins da The Bay, onde com apenas três manequins e sua distribuição, podemos sentir a sensualidade no ar.
The Bay
Da mesma forma exercemos o mesmo conceito da materialização através da arquitetura. Podemos ver no exemplo abaixo a mesma marca com dois conceitos bem distintos de fachada, mostrando que são lojas da mesma rede mas que conceitualmente os espaços são bem distintos, uma arquitetura mais clássica e outra contemporânea.
Zara
Zara - Londres
Ou seja, a materialização de um conceito em VM pode ser simplesmente objetivo e simbólico ou extremamente subjetivo e abstrato. E por que não pensarmos em combinar tudo isto para posicionar ainda mais sua imagem no ponto de venda?