Os Conceitos do Visual Merchandising: Diferenciação, Identificação e RenovaçãoPatrícia Rodrigues
Como já dito o visual merchandising é a somatória de multidisciplinas que usa a estética para compor a imagem da empresa no PDV, com objetivo de :
Gerar vendas
Gerar fluxo
Implantar estratégias comerciais
Construir e manter uma identidade
Entre as disciplinas que se relacionam podemos destacar algumas como:
Comportamento do consumidor
Arquitetura
Cenografia
Moda (de maneira mais ampla)
Comunicação
Dinâmica de varejo
Produtos
Logística
Entre outros
E utilizarmos todos estes recursos com a finalidade de materializar conceitos e despertar o desejo de um determinado grupo de consumidores.
Mas também podemos fazer uma pergunta bem simples com uma resposta bem prática.
- Por quê Visual Merchandising ?
E a resposta única é: buscar diferenciação, identificação e renovação.
Vamos entender individualmente cada um destes conceitos em VM.
1 - Diferenciação
Podemos usar o universo do jeansware apenas para exemplificar o conceito da diferenciação.
Vender jeans muitas marcas vendem, afinal ele pode até ser considerado um commodity. O que o Visual Merchandising vai fazer é diferenciar uma empresa da outra através da forma de exposição deste produto no PDV.
Podemos partir do principio que jeans é jeans, logicamente que existem modelagens e muito marketing que vai diferenciá-lo quanto a marca e custo final, mas sua exposição vai acentuar os conceitos da empresa em todos os sentidos: se ela é Fast Fashion, Boutique, Multimarca, etc.. e compor uma atmosfera da qual a empresa se destaca da concorrência através do "como" expor.
Conceito A
Conceito B
Não existe o certo ou errado, tanto o conceito A ou B estão corretos eles apenas trabalham com diferenciação do Visual Merchandising, porque de maneira bem fria podemos dizer que não existem diferenças relevantes de produtos.
O VM atribui diferenciação na maneira de expor, comunicar e distribuir seu produto no espaço da loja.
2 - Identificação
A identificação aqui proposta é fazer uma conexão com o seu público-alvo, ou seja, falar uma linguagem que vai de encontro com as expectativas e estilo de vida do seu consumidor. Não confundam com a identidade, pois falaremos sobre isto em outro artigo. A identificação aqui proposta não é no sentido de identificar o autor a sua obra, mas sim identificação por serem iguais.
Vejam as imagens abaixo e percebam como o Visual Merchandising se identifica com seu público diretamente.
Um estilo de vida refletido no ambiente da loja: inquestionável interpretação.
Farm
Loja Farm
Podemos notar as diferenças cruciais entre os dois grupos de consumidor através do ambiente proposto.
3 – Renovação
Tudo na vida tem um tempo útil, em varejo este tempo é bem mais curto do que se pode supor. A verdade é renove-se ou morra. E isto é valido até as grandes marcas de luxo ou mesmo aos grandes magazines.
Renovar é fundamental em um mercado onde as inovações são cada vez mais rápidas, onde o consumidor é cada vez mais exigente e onde a moda tem no tempo cada vez mais seus ciclos reduzidos. Para os marinheiros navegar é preciso e para o varejo renovar é preciso.
Seguem abaixo alguns exemplos.
Marca Besni Renovada
As marcas devem seguir um calendário onde no máximo a cada 5 anos as lojas se renovem e desta forma continuem sendo observadas como uma marca a ser seguida.
A renovação garante novas gerações consumindo seus produtos e via de regra sem perder os consumidores atuais.
Estes três conceitos de diferenciação, identificação e renovação é uma maneira bem resumida de entender as máximas do planejamento de Visual Merchandising para as empresas. O que podemos extrair disto tudo é o fato de que não podemos parar no tempo, que a pesquisa e as inovações são vitais para oxigenar uma marca e que o Visual Merchandising é vital para não faltar este oxigênio. Sem o VM as empresas se sufocam.