Ser criativo em vitrina é parte do grande dilema diário de um vitrinista. Quando e como vitrina pode ser surpreendente?
Existem várias formas de desenvolver seu potencial criativo e entre elas podemos enfatizar o uso de objetos do cotidiano de maneira inusitada.
O uso dos objetos do cotidiano é uma habilidade altamente treinável, para tanto se faz necessário que se adote uma postura diferente de como observamos tudo que nos cerca.
Um bom exercício é brincar com as possibilidades partindo de um objeto, faça a seleção de algo e deixe sua imaginação flutuar, mas sempre procurando associar o uso deste objeto a algo que não tenha sido programado.
Vejamos este exemplo que se segue:
Fomos programados para ver forminhas de doces com brigadeiro, beijinhos entre outras delícias. Mas será que você poderia imaginar um uso para ela em uma vitrina?
Mitsukoshi
Eu pessoalmente me condiciono quase que diariamente a fazer este tipo de exercício, pois somente quando paramos para dar novo uso a estes objetos é que conseguimos fazer algo tão simples e inusitado.
Uma releitura diferente do seu uso primário para os objetos causa por parte do cliente uma surpresa que normalmente é muito agradável, tanto do ponto de vista artístico como do ponto da surpresa.
No exemplo abaixo os utensílios de cozinha auxiliam na composição de um ambiente extremamente descolado.
O inusitado desta situação é a mistura controlada de objetos domésticos com a manequim vestida de maneira urbana e sem sombra de dúvidas sem “atributos do lar”.
Além desta situação de exercitar que deve fazer parte do nosso dia a dia, tem uma outra questão que interfere diretamente no resultado de nossas criações.
O comportamento!
Temos que ter uma postura aberta diariamente. Ao sair de casa temos que nos convencer de que estamos criativos. Desta forma nosso cérebro estará preparado para olhar mais atentamente a tudo que possa despertar novas idéias.
Dessa forma ao sair de casa já com o espírito formado pra ativar sua criação você consegue observar os objetos de uma maneira como antes você não faria.
Tenho certeza que esta postura aberta e positiva ajudou muito ao vitrinista que projetou a vitrina abaixo a ver em simples pratos um belo vestido para a manequim.

Nem sempre a nossa criatividade está de acordo com nossa necessidade, para tanto no meu dia a dia costumo olhar o objeto sobre o ponto de vista do que ele seria se fosse usado de maneira diferente, um exemplo é olhar para uma colher e imaginar todas as possibilidades que ele me traria enquanto designer e não como uma função de colher para me alimentar.
Poderíamos propor então uma série de exercícios de observação como sua mesa de trabalho, seu quarto, o ambiente que quiser, e olhar para os objetos e imaginar como aquele objeto poderia ser inserido num composto criativo.
E quem sabe você não tenha um momento de inspiração máxima ao observar uma simples gaveta, como nesta vitrina da Tiffany’s para o dia dos namorados de 2007.
Tiffany’s
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