Grandes marcas, grandes vitrinas!
Patrícia Rodrigues
Coordenadora Geral Vitrina&Cia.

Nunca a busca por grife (marca) foi tão importante para o consumidor como hoje em dia. E a grande tendência é que esta realidade crie proporções bem maiores do que podemos supor.

No passado apenas a elite tinha acesso a grandes marcas, apenas um seleto grupo poderia usar a bolsa X ou Y, hoje o mundo mudou e o acesso a estes produtos deixou de ser prerrogativa de poucos e se transformou em um bem a ser adquirido por qualquer um que queira ou possa pagar pelo mesmo.

O certo é que estas marcas são objetos de desejo e este mercado de luxo é o que mais cresce.

Estas marcas trabalham seu prestígio de maneira extremamente profissional e sabem que suas ações em comunicação e marketing é que fazem toda a diferença em não apenas acentuar a marca e sim em manter cada vez mais sua imagem revitalizada e conquistar novos clientes em cada canto do planeta.

Para muitos empresários o nome conquistado por suas marcas parece ser o bastante e não acreditam que a manutenção desta imagem seja necessária. Mas é neste ponto que se esconde a falta de visão ou mesmo conhecimento, talvez até certa ingenuidade em pensar desta forma.


Salvatore Ferragamo

Recomendo sempre aos meus alunos que eles observem quem realmente faz sucesso e saibam absorver o que de melhor eles fazem, sendo assim não é necessário nenhum esforço em perceber que eles investem e muito na renovação constante de suas vitrinas.

Se a marca alcançou o seu prestigio e ainda cuida do ponto de venda com esmero é porque sabem da importância da sedução constante.

As grandes marcas também são as grandes investidoras em vitrinismo no mundo e isto é assunto sério, tanto que entre seus principais funcionários podemos destacar os grandes salários dos profissionais de VM que em muitos casos figuram entres os melhores.

 
Louis Vuitton

É certo pensarmos que ainda engatinhamos em tudo que se refere ao mercado de alto luxo ou mesmo no varejo em si, se pensarmos que muitas das grandes marcas internacionais que hoje conhecemos, são do inicio do século XX ou meados século XIX, o Brasil ainda é um bebê nesta área.

Mas podemos afirmar que se trata de uma criança cheia de potenciais, principalmente se analisarmos as grandes mudanças ocorridas na última década e o tamanho do mercado territorial que temos e fundamentalmente o comportamento do nosso público que é por essência vaidoso e consumista.

 Chanel

Os paises emergentes onde nós nos encontramos é considerado um paraíso para estas marcas, pois as possibilidades de crescimento são muito grandes. E infelizmente não vemos muitas das marcas potenciais fazendo alguma coisa diferente quando se fala na vitrina.

Ela é sim um dos compostos de formação e manutenção de uma marca e está mais do que na hora de reavaliar alguns conceitos, assim como já fizeram algumas poucas e respeitadas empresas no Brasil.

 Shiseido

A Shiseido é considerada uma das melhores marcas do mundo em cosméticos, além disto, ela ainda é também considerada a melhor vitrina do seu setor, o que faz com que seja impossível desassociar a marca a suas impressionantes vitrinas.

O mesmo ocorre com marcas como Chanel, Dior, Fendi, Lanvin, Burburrey, Rolex, H. Stern, Gucci, Cartier, entre outras, e isto sem falar nos grandes magazines pelo mundo.

 Lalique

O mesmo ocorre com marcas não tão voltadas ao mundo do luxo, mas que tem plena consciência da importância do ponto de venda como ponto central da formação de sua imagem.
Podemos daí destacar a Zara como grande expoente.
Na verdade as vitrinas da Zara são cheias de personalidade, eu pessoalmente as classifico como a Mãe das vitrinas comerciais. E mesmo ela teve uma revitalização de suas vitrinas nos últimos dois anos, deixando de lado vitrinas mais clean para dar lugar a uma vitrina mais voltada ao “Life Style“.

Com certeza vem acertando em cheio na sua proposta, que não visa o mercado de luxo, mas faz sempre um luxo de vitrina.

 

 Zara

Está mais do que na hora dos empresários brasileiros usarem esta ferramenta e deixar de pensar que a marca se basta. Busquem as referências e façam do seu ponto de vendas o seu diferencial, tornando a compra uma experiência.