Gestão de Equipe em Visual Merchandising

Gestão de Equipe em Visual Merchandising

Saber administrar pessoas é um exercício que cabe somente a profissionais que tenham uma larga experiência em gestão de equipe em Visual Merchandising.

Nenhum sistema pode substituir a capacidade humana de criação e gerenciamento quando a mesma está nutrida de todos os recursos para o desenvolvimento de suas habilidades.

A teoria não basta.

Somente quem passou por todas as etapas da carreira poderá ser gerente de uma equipe de implantação de Visual Merchandising e esta é uma realidade inquestionável. Basta observarmos o sistema utilizado pelo McDonald’s e outras empresas.

Muitas empresas pedem minha ajuda para encontrar este profissional e sempre tento levar em conta todas suas experiências na área e mais ainda suas experiências de vida.

Um gestor de Visual Merchandising deve acima de tudo ser um cidadão do mundo, alguém que vá além dos horizontes “pré-estabelecidos academicamente”.

A experiência de piso de loja, de criação e execução (produção) é fundamental para entender as necessidades de sua equipe.

Volto aqui a tocar em um ponto crucial para o bom desenvolver dos trabalhos que é novamente a VAIDADE. Não cabe mais este tipo de comportamento para profissionais que lideram pessoas. Ser um líder é fazer com que todos te acompanhem e não obedeçam por regra básica.

Tampouco cabe ao gestor trabalhar no conceito de ORGANOGRAMA “PATRÃO”. Veja a ilustração abaixo, que fala do mais que mil palavras.

Organograma – Diretoria – Gerência – Supervisão…

A sinergia da equipe está na mão de quem a gerencia e os exemplos vêm sempre de cima. Sua conduta como gestor irá contagiar a equipe, portanto pense bem antes de tomar algumas atitudes. Síndrome de Deus já era!

Mas precisamos mesmo falar em equipe?

É um erro pensar que uma única pessoa restrita ao seu “possível universo” possa gerir toda uma cadeia de processos necessários para implantação de Visual Merchandising.

No Brasil existem ainda muitas confusões quando falamos em pessoas e habilidades do setor. Vitrinistas, arquitetos, equipe de piso, proprietário…

Existe uma clara dificuldade de compreensão onde começam e terminam suas funções. Mas estamos em um fase de mudanças bem evidentes.

Depois de iniciar e caminhar para o entendimento sobre a importância do Visual Merchandising, o mercado começou a entender a importância do profissional. Alguns fatores levaram a esta mudança e entre eles podemos destacar alguns como:

  • Concorrência
  • Tecnologias (comunicação, PDV e ferramentas)
  • Comportamento
  • Trade
  • Velocidade
  • Economia
  • Internet
  • Novos modelos de ponto de vendas

Mas como cada setor compõe seu profissional ou departamento ?

  • Agências
  • Pequenas e Médias empresas
  • Grandes empresas
  • Indústria

Esta composição é um grande dilema, pois existem alguns ruídos que não ajudam no desenvolvimento profissional de muitas pessoas e empresas, um exemplo são algumas agências. Um profissional criativo de uma agência não é um profissional de Visual Merchandising. A agência precisa de um especialista que traga vida às suas criações dentro da realidade do ponto de venda e, mais ainda, que crie com ele, pois criar é fácil mas produzir é outra história.

Sendo assim as agências ou devem terceirizar ou contratar um profissional internamente. Estou longe de afirmar que os criativos destas agências não sabem o que criam, mas que experiência em piso de loja, cenografia, materiais e logísticas são fatores que são a vivência trazem.

Outro exemplo é um profissional para criação de Trade Marketing.

É importante analisar que quem entende de varejo pode ter dificuldades em se adaptar à indústria e vice-e-versa. São universos muito diferentes. É a diferença entre ter foco ou não.

Universo do Varejo – Chicco – Vitrina & Cia

Universo do Trade – Vitrina Chamex –Vitrina & Cia

Mas vamos voltar à gestão de equipe. É fundamental termos uma equipe com múltiplos conhecimentos. Um agrega ao outro, trabalhando sempre no processo colaborativo.

Entendendo processos segundo alguns dicionários:

processo (é) (latim processus, -us, avanço, marcha, progressão) s. m. 1. Método, sistema, modo de fazer uma coisa. 2. Conjunto de manipulações para obter um resultado. 3. O conjunto dos papéis relativos a um negócio.

E processo colaborativo significa que, cada um com suas qualificações, contribui para que em conjunto se atinja um resultado que todos buscam.

Mas cabe ao gestor também fornecer as ferramentas para desenvolvimento da equipe. Em gestão de Visual Merchandising uma equipe precisa de recursos e estrutura e um dos recursos pode ser, por exemplo, um banco de ideias, porém isso me coloca na posição de “boazinha”, pois na verdade são muitos outros recursos que vão de financeiros a qualificações constantes.

A motivação também é fundamental para desenvolvimento desta equipe e entre as maiores motivações temos o PLANO DE CARREIRA. Como em toda carreira, os profissionais de Visual Merchandising passam por diferentes estágios de conhecimentos em qualquer das disciplinas que eles estejam envolvidos.

A falta de um plano claro de carreira, ou seja, um crescimento real, gera desestímulo e atrai pessoas com baixa qualificação.
Estas questões todas colocadas até o momento são explanações bem compactas de assuntos que merecem e vão ser abordados de maneira profunda, mas por enquanto acredito que estamos com informações o bastante para iniciarmos um processo ou pelo menos questionar se estamos trabalhando dentro de um padrão correto.

Gerir uma equipe de visual merchandising requer uma expansão mental, pois lidamos com uma ideia que vai ter que ser tornar tridimensional e este fator por si já tem uma dinâmica muito peculiar, sem falarmos em diferentes níveis de conhecimentos e parceiros que vão compor este caminhar até o ponto final.

Existe hoje muita informação no mercado, mas não é isso que fará um bom gestor, mas a forma como você a filtra e repassa a toda uma equipe. Estamos falando em tradução de um mar de conhecimentos reais e outros “achômetros” e na sua habilidade de generosidade intelectual sem perder o foco no resultado.

 


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