Criatividade em Visual Merchandising | A busca incessante pelo novo

Criatividade em Visual Merchandising | A busca incessante pelo novo

Fabergé - Harrods

Se aventurar na busca pelo novo é um grande desafio a que o Visual Merchandising se propõe como princípio de sua existência.  Pois se o mesmo remete às ações e estratégias executadas no ponto de venda e corresponde à última etapa do marketing, isto quer dizer que essa é a última chance para seduzir o cliente em potencial e finalizar a venda.

Qual seria a melhor maneira de capturar a atenção de alguém?

Surpreendendo!!!

 O novo, o inusitado são os elementos chave em toda a cadeia de comunicação. Dentro da disputa acirrada pela percepção do público hoje, com a infinidade de produtos concorrentes e semelhantes, é óbvio que ele está muito mais propenso a conhecer produtos ousados e surpreendentes do que há anos atrás.

Ao chegar ao ponto de venda, portanto, não é diferente, ele busca ser surpreendido com apresentações belas, insinuantes, provocativas, vivenciais e ter uma experiência única em uma loja.

Vivemos a era do consumo emocional e sensorial, em que as pessoas deixam de ser vítimas do consumismo e tornam-se ativas nesse processo.

Comprar não se dá mais só por necessidade, nem tampouco só por desejo, o ato da compra é pautado pela vontade de vivenciar uma experiência, que, de preferência, desperte todos os nossos sentidos. O elemento do novo é o responsável por proporcionar essa tão desejada experiência sensorial, que o visual merchandising torna real através de suas práticas e ações em ponto de venda. Mesmo que o novo não seja, realmente novidade, mas sim atitudes como por exemplo ou um exemplar atendimento ou liberdade total.

Infelizmente, mesmo dentro desse contexto de concorrência acirrada em que a criatividade emerge como necessidade tão pungente na comunicação assistiu a distorção disso quando muitos empresários interpretam que o caminho da assertividade é copiar as vitrines e ações de Visual Merchandising que já fizeram sucesso com outras marcas.

Eles podem até conseguir por um período, apoiados na “carona” de quem fez primeiro, mas uma há algo que provavelmente jamais conseguirão se insistirem em “copiar” as práticas alheias: ter uma identidade.

Vivemos na era da informação, então saibam que a maioria dos clientes sabe de suas cópias e não te olham como uma marca criativa, cuidadosa e tão pouco tão especial quanto se colocam.

Gustavo Yung chamou de “misoneísmo” o medo profundo e supersticioso ao novo. Seriam esses empresários então misoneístas?

Provavelmente. É difícil largar à frente, não é pra qualquer um aceitar o desafio da aposta no novo e encarar as suas consequências, que nem sempre são positivas, porém são percebidas.

O conservadorismo da maioria das pessoas pode ser resumido por “eu já sei o que é preciso” . O problema está justamente nesse pensamento, pois isso não é conservar, é deixar envelhecer!

Esta não é uma visão pessimista, longe desta questão. Mas também não podemos afirmar que seja algo inteligente e ser audacioso é para poucos. O bom é que algumas marcas honrosamente se permitem estrategicamente ao verdadeiro NOVO.

Conservar é algo bom e até essa prática precisa ser dinâmica. Os museus, templos da antiguidade, estão todos os dias renovando suas técnicas. Copiar talvez seja uma barreira que os mesmos encontraram para proteger-se do choque trazido pela inovação.

O empresários do varejo precisam entender é que o novo é preciso.

As pessoas estão sonhando com o novo, elas “pedem” para serem surpreendidas, para vivenciarem uma experiência, e se todos passarem a adotar a mesma fórmula e se todos os pontos de venda forem semelhantes, se despertarem os sentidos da mesma forma, vão simplesmente deixar de ser interessantes.

O caminho da assertividade e do sucesso para uma marca que aposta no visual merchandising como grande aliado passa inevitavelmente pela aposta no novo, o que inclui até mesmo a rejeição deste. Como disse o grande Albert Einstein, “ quem nunca errou é porque nunca experimentou o novo…”.

E quem nunca experimenta o novo nunca vai experimentar a sensação que é acertar fazendo diferente, atitude que pode determinar a longevidade de uma marca no mercado.

Foto: Fabergé – Harrods

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